
Internet NÃO PODE ser fábrica de ódio contra mulheres
O problema está crescendo
Nos últimos anos, a internet virou um espaço onde conteúdos que incentivam o ódio contra mulheres se espalham com facilidade.
Em fóruns, vídeos e redes sociais, surgem comunidades (os Redpills) que tratam mulheres como inimigas, objetos ou culpadas por tudo.
Esse tipo de discurso normaliza humilhação, controle e violência.
E quando a violência cresce na internet, ela também aparece na vida real.

No Distrito Federal, a violência contra a mulher virou uma epidemia:
11.300 casos registrados, uma média de 30 vítimas por dia (1,25 por hora), com aumento de 9,4% em relação a 2024
(Relatório SSP-DF).
Em 2025, o
Brasil registrou:
1.470 feminicídios, o que significa que 4 mulheres são assassinadas todos os dias no país.
Cada número representa uma vida interrompida, uma história silenciada e uma família devastada.
Casos como o de Ester Silva, 14 anos, vítima fatal em Planaltina, e Maria Elenice de Queiroz, 61 anos, assassinada no Guará, chocam o país no início de 2026.
Esse tipo de violência se espalha sem freios,
normalizando o ódio e o controle.
E quando ela explode nas ruas, exige ação imediata.
Não podemos
normalizar isso
Assine o abaixo-assinado.
Pressione as autoridades por novas e mais eficientes medidas de segurança. Contribua para a mudança.

Entenda o movimento Red Pill e como ele contribui para estas estatísticas:
Trata-se de uma comunidade online inspirada no filme Matrix, onde "tomar a pílula vermelha" significa "acordar" para uma visão radical: mulheres seriam manipuladoras, interesseiras ou inferiores, e homens precisam "controlá-las" para se proteger.


Alvos principais: jovens e adolescentes confusos, que veem vídeos curtos e virais. O discurso de ódio vem de forma mascarada através de cursos sobre como ser um homem de valor e respeito, configurando a cabeça de jovens frustrados com relacionamentos atuais.
O movimento cresceu rápido em redes como Instagram, TikTok, YouTube e fóruns anônimos. Algoritmos das plataformas empurram mais conteúdo porque gera curtidas e visualizações, e lucro.
O problema é que isso não fica só nas telas.
O discurso desses movimentos se transforma em ódio e, eventualmente, em agressões reais (como brigas em casa, estupros e feminicídios). No Brasil e no DF, casos recentes ligam agressores a esses grupos: é uma fábrica de misoginia que mata.
Fatos que não podem ser ignorados
11.300 CASOS DE
violência contra a mulher no DF em 2025
30 por dia,
média diária no Distrito Federal
+9,4% de
aumento em relação
a 2024
1.470 FEMINICÍDIOS
no Brasil em 2025, recorde histórico
+316%
em 10 anos desde a tipificação do crime
4 por dia,
mulheres assassinadas por gênero no país
A internet não pode ser terra sem lei
Hoje, as pessoas usam a internet para espalhar conteúdos que incentivam o ódio e a violência contra mulheres.
Isso precisa ter consequência.
Por isso estamos lançando um manifesto contra a violência e a misoginia na internet, reunindo assinaturas de moradores do Distrito Federal.
As assinaturas deste manifesto serão usadas para:
1
Demonstrar apoio popular no Distrito Federal
Mostrar que a população do DF exige medidas contra conteúdos que incentivam violência contra mulheres.
Pressionar o Congresso Nacional
2
Entregar o manifesto a parlamentares para cobrar avanço em leis que responsabilizam quem promove misoginia e violência contra mulheres na internet.
3
Fortalecer campanhas de combate à violência contra a mulher
Usar essa mobilização para ampliar o debate público e exigir ações concretas de proteção às mulheres.
Quanto mais assinaturas reunirmos, maior será a pressão por mudanças.
Mulheres merecem viver com respeito, segurança e liberdade